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domingo, 28 de outubro de 2012

Raio X das eleições 2011 do Confea e dos Creas

Este artigo pode ser reproduzido livremente desde que citadas a autoria e o endereço deste Blog

Eng. Civil Danilo Sili Borges

Depois de longa espera, conseguimos ter acesso, por interferência do Conselheiro Federal Kleber Santos, aos resultados das eleições para o Confea e para os Creas realizadas em outubro de 2011.
Como já se sabia, dos 970 mil profissionais inscritos no sistema profissional em condições de votar apenas 82 mil exerceram o direito de escolher os presidentes dos Creas e o presidente do Confea, isto é, pouco mais de 8% do potencial de eleitores.
A tabela abaixo permite que se possa ver a representatividade do presidente de cada um dos Creas e do presidente do Confea, que se elegeu com 3,97% dos votos possíveis.
Não é portanto de se estranhar que a engenharia e que as demais profissões regulamentadas e fiscalizadas pelo Sistema Confea-Crea estejam tão "mal na fita" das decisões sobre os caminhos do desenvolvimento social e econômico do nosso país. Desprestígio profissional é o nome disso.
Para nós o assunto não se encerra aqui, pelo contrário, estamos só começando. Vale refletir sobre a pergunta: a quem interessa o alheamento dos profissionais em relação ao seu conselho profissional?

Est ProfReg Votantes %Votantes PresCrea %Crea  PresConfea  %Confea
AC 1.613 465 28,83% 301 18,66% 136 8,43%
AL 7.177 1.029 14,34% 682 9,50% 679 9,46%
AM 11.708 1.475 12,60% 644 5,50% 512 4,37%
AP 1.692 550 32,51% 191 11,29% 260 15,37%
BA 51.031 3.191 6,25% 1.554 3,05% 1.445 2,83%
CE 17.614 1.654 9,39% 789 4,48% 833 4,73%
DF 18.551 1.089 5,87% 772 4,16% 89 0,48%
ES 23.087 2.621 11,35% 888 3,85% 1.108 4,80%
GO 24.584 2.715 11,04% 1.761 7,16% 1.252 5,09%
MA 10.205 985 9,65% 389 3,81% 213 2,09%
MG 112.402 7.317 6,51% 3.640 3,24% 3.182 2,83%
MS 11.137 1.373 12,33% 1.182 10,61% 891 8,00%
MT 14.857 2.500 16,83% 1.762 11,86% 1.558 10,49%
PA 21.666 1.422 6,56% 800 3,69% 766 3,54%
PB 9.649 1.739 18,02% 761 7,89% 952 9,87%
PE 24.699 1.923 7,79% 868 3,51% 653 2,64%
PI 5.561 1.349 24,26% 790 14,21% 197 3,54%
PR 64.386 6.597 10,25% 3.547 5,51% 491 0,76%
RJ 143.856 7.949 5,53% 2.655 1,85% 2.746 1,91%
RN 13.699 2.341 17,09% 852 6,22% 992 7,24%
RO 4.037 1.026 25,41% 520 12,88% 328 8,12%
RR 1.457 647 44,41% 307 21,07% 122 8,37%
RS 65.116 2.003 3,08% 1.780 2,73% 1.176 1,81%
SC 39.280 5.845 14,88% 3.065 7,80% 1.989 5,06%
SE 6.943 600 8,64% 468 6,74% 133 1,92%
SP 260.277 20.781 7,98% 12.392 4,76% 15.620 6,00%
TO 4.008 948 23,65% 566 14,12% 225 5,61%
CONFEA 970.292 82.134 8,46%     38.548 3,97%
Detalhes colunas:
EST  Estados e DF
ProfREG Nº de profissionais em condições de votar
Votantes Nº de votantes na eleição de 2011
%Votantes Relação entre nº de votantes e o nº de profissionais em condições de votar
PresCrea  nº votos pres eleito do Crea
%Crea Relação entre votação pres eleito e nº profissionais em condição de votar
PresConfea Votaçãopres eleito do Confea
%Confea Relação votação Pres eleito Confea e nº profissionais em condições de votar

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

UFCG - A universidade necessária


A Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, tem se notabilizado e adquirido o reconhecimento da comunidade acadêmica nacional e internacional pela notável qualidade das suas atividades. Desde sua fundação, ainda como parte da UFPB, o trabalho sério e bem articulado com sua comunidade, tem sido um exemplo de Universidade necessária, aquela que localiza as fragilidades da sua comunidade e usa a ciência e a tecnologia para superá-las.
A reportagem de uma emissora de televisão daquele estado mostra o trabalho do Professor Engenheiro José Geraldo Baracuhy na orientação de um trabalho de mestrado e outro de doutorado, por ele orientados, para o reuso de água de uma lavanderia comunitária no Distrito da Ribeira, município de Cabaceiras, no Cariri da Paraíba.
Numa região de recursos hídricos escassos, essas tecnologias desenvolvidas e difundidas pela UFCG terão importância na vida de inúmeras famílias.  
Acesse a reportagem clicando aqui

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Absurdo: Empresa de Cingapura é contratada para repensar Brasília


Perplexos e indignados estão os engenheiros, os arquitetos, os engenheiros agrônomos e todos os demais profissionais da área tecnológica. A contratação pelo GDF de uma empresa de Cingapura para projetar as necessidades de Brasília para as próximas décadas tem sido vista como um acinte a esses profissionais. A qualidade técnica dos brasileiros nas questões de engenharia construtiva, de urbanismo, de gestão técnica na prestação de serviços públicos e em tantas outras é reconhecida internacionalmente.
Nossos grandes problemas não estão nas áreas técnicas, mas nas políticas, principalmente na capacitação e no espírito público dos nossos políticos e dos nossos partidos. Como seria bom se pudéssemos importar essas qualidades. Talvez de Cingapura ou de qualquer outro lugar, para inoculá-las no sangue, no coração e no cérebro dos que nos governam.
Disponibilizo abaixo a correspondência que recebi do Arquiteto Antônio Carlos Gomes de Oliveira que expressa com exatidão o que todos sentimos.
O alcance nacional deste blog certamente permitirá que profissionais de todo o país possam saber o que está ocorrendo em Brasília, projetada e construída por brasileiros.
Expresse sua indignação com a contratação da empresa de Cingapura para projetar as adaptações necessárias para Brasília. Por favor, aponha seu nome no abaixo assinado


CARTA ABERTA AOS ARQUITETOS E URBANISTAS, ENGENHEIROS E AGRÔNOMOS.
                                                              Brasília, 5 de outubro de 2012.
Caros colegas,
        Como se pode ler no Correio Braziliense de hoje, 5, o GDF assinou contrato com um escritório de Cingapura (US$ 4,25 milhões com a empresa Jurong Consulants) para fazer o planejamento (estratégico) urbano de Brasília pelo período de  cinquenta (50) anos. As entidades de classes diretamente interessadas no assunto, que representam os Arquitetos e Urbanistas, os Engenheiros e Agrônomos, lamentavelmente sequer questionaram o governo ou mesmo o judiciário  sobre esse fabuloso contrato.
          Parece que estamos de acordo e engolimos silenciosamente a imposição do GDF e ademais, concordamos em dar emprego para os asiáticos e assim estarmos plenamente satisfeitos com tudo isso.
  Há sim, uma  clara e patente desunião política, estratégica e logística das entidades que representam,  todos nós,  os profissionais dessas áreas de conhecimento.
                           Enquanto essas nossas  entidades se ignoram e se conflitam  somos preteridos e assoreados em nosso próprio território - onde temos a exclusividade de nossos trabalhos amparados por leis -  e descobrimos tardiamente  que fomos traídos e ignorados profissionalmente.  
                             Vejo que nesse caso  há um profundo menosprezo pelo trabalho e metodologia dos profissionais  técnicos brasileiros em detrimento aos profissionais de Cingapura. 
                  Temos excelentes profissionais no país tanto em escritórios particulares como em empresas privadas, ou mesmo no governo, (que conhecem como nunca os nossos problemas),  como bem vimos na apresentação de  trabalhos no Fórum Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - FDES-, que vem sendo realizado periodicamente, onde apreciamos excelentes profissionais na área de Planejamento Urbano, Meio Ambiente e outras, todas contando com profissionais gabaritados que vivem e conhecem o Distrito Federal.
                            Tais trabalhos poderiam muito bem subsidiar projetos sociais, nacionais e internacionais de Planejamento Urbano voltados para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes do Distrito Federal e Entorno.

       De fato, e acima de tudo, a empresa de Cingapura  deveria participar de um concurso internacional promovido pelo GDF, ganhá-lo  e assim obter o direito de desenvolver o planejamento de Brasília. Esse concurso deveria conter todas as informações de modo a propiciar condições de igualdade a todos os participantes. Tal  como é feito em qualquer capital do mundo onde se deseja que a livre concorrência apresente a melhor ideia para a renovação de um determinado sítio ou mesmo de uma cidade.
Nada temos contra o mérito profissional, que só nos enriquece tecnologicamente, mas sim, contra o ato de offício que nos atropela e nos ignora no que diz respeito ao nosso conhecimento e tecnologia sobre planejamento urbano, engenharia, geologia e agronomia. 
Ademais, o  órgão legal e institucional para defender os profissionais de planejamento urbano no país é o  CAU-BR/ DF, que tem, em suma, a  outorga  do  poder publico para fiscalizar e cuidar dos interesses de seus profissionais. Já na área de realização de concurso público  voltado para essa área específica, o país conta com o  Instituto de Arquitetos do Brasil-IAB, que tem prestado relevantes serviços há mais de 91 anos. 

Como esse assunto envolve ainda várias outras entidades profissionais, pois exigiria  a contratação de especialistas de cada área seria interessante que todas as entidades de classes envolvidas no assunto, CAU-BR (DF), IAB, SINARQDF, ASBEA, OEAA,  CREA e CONFEA e o MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL  se manifestassem publicamente em um seminário a ser realizado emergencialmente.   

                                          
                   Nesse sentido, seria interessante ouvir esses órgãos e entidades a respeito desse intrigante assunto, bem como o GDF.

                   O que não podemos é admitir a contração pura e simples de uma empresa estrangeira pelo simples fato de ter similaridade com Brasília. Isso é balela e tem cheiro de caviar com champanhe servido estupidamente gelada acompanhada de charutos habana.

                      Abraços,



                             Antonio Carlos Gomes de Oliveira
                                     Arquiteto e Urbanista-DF
                                                    Cel.: 9979-6234