Senge-DF

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Dia do Engenheiro, uma reflexão.

Fica autorizada a reprodução desta matéria, desde que citada a autoria e o endereço deste blog

Engenheiro Danilo Sili Borges
Décadas de lutas dos nossos colegas do final do século XIX e início do século XX, com muitos serviços prestados ao país, como por exemplo, o episódio da Água em seis dias, protagonizado pelo notável engenheiro Paulo de Frontin no início do ano de 1889, o mesmo ano da Proclamação da República. Ou a construção da Estrada de Ferro Paranaguá – Curitiba, concluída em 1885 e estendida em 1892 até Antonina.  Competência  e serviços ao país levaram ao reconhecimento da engenharia  e a  regulamentação profissional há exatos 80 anos.
Poderíamos trazer aqui infindável rol das realizações da engenharia brasileira: o sistema rodoviário nacional nascido no curtíssimo Governo Linhares, por sugestão do seu ministro de Obras Públicas, Maurício Joppert da Silva, que através da lei que levou seu nome (na realidade um decreto), criou as condições para que o Brasil se integrasse fisicamente; Barragens como Itaipu, Tucuruí e tantas outras; A construção de Brasília, que a coragem, a capacidade técnica e administrativa de Israel Pinheiro, de Joffre Mozart Parada, de Bernardo Sayão e de grandes equipes de colegas nossos, possibilitaram materializar os projetos arrojados dos nossos notáveis urbanistas e arquitetos, no tempo previsto;  As comunicações de qualidade, a energia que chega a cada casa, a cada indústria; A produção agrícola que nos atende e que gera divisas.
Poderiamos escolher o caminho da mágoa e da lamentação, lembrando que durante décadas recentes muito da expertise acumulada foi destruída por decisões governamentais erradas. Recentemente membro do governo assacou contra nós a culpa por atrasos de obras, mal conduzidas pela sua própria administração. Mas não vou seguir por esses caminhos, seja o do orgulhoso ufanismo, seja o da lamentação dolorida, ainda que justa.

Preferimos pedir aos colegas que reflitam sobre alguns temas, todos de muita simplicidade, que alinhavamos a seguir. Devemos:  

Tratar da engenharia como profissão única, evitando nos dispersarmos pelas nossas especialidades. Quando tivermos que declinar nossa profissão, sejamos engenheiros, e ponto final.

 Recusar sempre a deferência que nos fazem, tratando-nos por “doutor”. Fixemos a nossa inserção na sociedade como Engenheiros, e só.


 Evitar participar de situações antiéticas ou aéticas, pois isso acaba por se refletir no conceito da engenharia globalmente.

Sempre nos impormos pela nossa competência profissional. Para isso, o estudo permanente é fundamental.

Participar ativamente das nossas entidades representativas, exigindo que elas procedam sempre com conduta democrática.


Sempre que nos couber dirigir ou participar de reuniões, encontros ou outros eventos, exigir o cumprimento dos horários previamente marcados. A impontualidade nacional é vergonhosa.

Ter sempre presente, em todos os serviços profissionais, o sentido social e cultural do trabalho do engenheiro.

A reflexão sobre a profissão, a sociedade, a política, a economia e o mundo devem formar o arcabouço da nossa ação profissional e pessoal. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

2º Encontro Nacional da CNTU


A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados promove seu segundo encontro nacional, nos dias 5 e 6 de dezembro, no auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, Rua Genebra, 25 – Bela Vista – São Paulo – SP.

O tema do encontro é Desafios do sindicalismo de profissionais universitários no Brasil.

Compareça ou assista, ao vivo, o Encontro pelo site www.cntu.org.br

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sinaenco de olho no futuro. O DF daqui a 25 anos

Fica autorizada a reprodução desta matéria desde que citadas a autoria e o endereço deste blog

Engenheiro Danilo Sili Borges

O Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco),  por sua regional do Distrito Federal, organizou no dia 20 de novembro oportuno evento denominado De Olho no Futuro: como estará Brasília daqui a 25 anos?
A excelente sede do Clube de Engenharia de Brasília às margens do Lago Paranoá recebeu autoridades do governo local, empresários, consultores, profissionais e acadêmicos para assistirem painéis sobre o futuro da capital. Esteve presente o Presidente do Sinaenco nacional, João Alberto Viol.
O presidente da regional local do Sinaenco, Sérgio Castejon Garcia, na abertura tomou para si o estabelecimento das diretrizes do encontro, discorrendo sobre o passado, o presente e o projeto para o futuro de Brasília.
Em seguida, a arquiteta Evelise Longhi, Diretora-Pesidente do Metrô/DF, discorreu sobre o planejamento da mobilidade urbana para os próximos 25 anos.
A mesa seguinte tratou da mobilidade e da infraestrutura urbana, que foi moderada pelo Consultor Antônio Augusto Rebello e teve como debatedores os engenheiros David de Matos, Secretário de Obras do GDF, Paulo Victor Rada de Rezende, Secretário Adjunto de Transportes do GDF, e o professor da UnB, Paulo César Marques.
Tendo como moderador o vice-presidente do Sinaenco DF, Fábio Araújo Nodari, o uso e ocupação do solo foi discutido pelo Diretor da Terracap Jorge Francisconi e pelo consultor Antônio Rebello.

O bem organizado evento deixou para este comentarista as seguintes observações:
·         Válida a proposta do encontro, que contou com o empenho e com a competência dos painelistas.
·         As questões da mobilidade urbana estão longe de serem equacionadas na nossa cidade. O crescimento do número de veículos, os cada vez maiores engarrafamentos,  a falta de estacionamentos, o péssimo transporte público que infelicitam o cotidiano do brasiliense e que o tornam preocupado com o futuro da cidade, também são compartilhados pelas autoridades e técnicos presentes. Mas não se pôde observar nenhuma proposta significativa e concreta para ser implantada no horizonte de tempo proposto.
·         Como preservar Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade sem engessá-la? Essa foi uma interessante questão levantada, mas que não foi objeto de aprofundamento, apesar da sua relação com a questão da mobilidade.
·         Ocupação e uso do solo foi tema focado nas questões conceituais, muito mais que nas do cotidiano, como maior facilidade, através de normas claras, para regularização e parcelamento das terras particulares, evitando-se a ocupação desordenada e não autorizada, como hoje se observa no DF.
·         Como o horizonte de 25 anos encontra-se dentro do contrato, bastante contestado, firmado pelo GDF (Terracap) com a empresa asiática Jurong Consultants, que supomos esteja fazendo estudos para o desenvolvimento do Distrito Federal para os próximos 50 anos, esperava-se que as linhas gerais desse projeto fossem apresentadas pelas autoridades governamentais. Somente ao final do último painel, de passagem, foi feita referência, pela arquiteta Evelise, ao trabalho da empresa asiática.
·         A comunidade técnica brasiliense deve dar maior atenção a encontros dessa natureza, tanto para se atualizar nas posições oficiais sobre diversos temas de interesse comum, quanto para se fazer ouvir sobre eles.

Presidente Sergio Castejon, valeu. Repita a dose. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Livro: A Engenharia em Goiás

Fica autorizada a reprodução desta matéria desde que citada a autoria e o endereço deste blog.

Engenheiro Danilo Sili Borges

Terminei prazerosa leitura do livro A Engenharia em Goiás, que me foi gentilmente enviado pelo Engenheiro Gerson de Almeida Taguatinga, presidente do Crea-GO. A publicação tem o patrocínio do Confea e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás.
Mais, muito mais que a história da engenharia naquele estado a obra trata da história de Goiás do ponto de vista da sua engenharia.
Pelo índice mostrado ao lado se pode ver a amplitude da abordagem feita. A mudança da capital do estado para Goiânia, a construção de Brasília, os arrojados planos da integração fluvial e ferroviária entre o centro-oeste e o norte do Brasil, que se tivesse sido realizada como previsto teríamos há muito mais tempo o resultado do desenvolvimento do interior do Brasil.
Mineração, energia, estradas e tantos outros aspectos são estudados de modo preciso do ponto de vista histórico e econômico.
Muitos protagonistas da engenharia em Goiás o foram também na história de Brasília, como não é demais lembrar Bernardo Sayão, Joffre Mozart Parada que estão presentes na obra com seus perfis de engenheiros competentes e realizadores.
Importantes relatórios técnicos estão publicados, em anexo, e são páginas que permitem aos profissionais mais jovens terem ideia do exercício da profissão através de algumas décadas no Brasil.

Recomendo fortemente a leitura dessa obra.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Político não joga conversa fora ou o leão e o gato

Esta matéria pode ser reproduzida livremente desde que citada a autoria e o endereço deste blog
Engenheiro Danilo Sili Borges

Semana passada os engenheiros brasileiros foram atacados por conhecido político como sendo incompetentes. Sei, por já ter vivido muito, que declarações de políticos nunca são gratuitas ou impensadas. Elas têm sempre um endereço, um objetivo estratégico a ser alcançado, talvez um serviço esteja sendo prestado a um chefe. Mesmo os menos brilhantes aprendem logo essa manipulação da mídia.
As reações das nossas entidades foram diretas ao ponto em que fomos atacados (exceto pelo Confea que preferiu não polemizar, que gracinha!!!). É preciso, no entanto, saber que objetivos as declarações, as felinas declarações, pretendem atingir.
Não nos esqueçamos de que no início da questão dos médicos algumas autoridades atribuíam àquela categoria profissional os males do sistema público de saúde no Brasil. A coisa evoluiu e deu no que deu. Tudo bem armado.
Pode ser também que o caos instalado nos aeroportos permaneça durante a Copa e os reais responsáveis pelo fracasso estejam tirando os seus respectivos da reta.
Alguns políticos são corajosos como leões. Seus objetivos mais facilmente são identificados, era assim Leonel Brizola, que por coincidência era engenheiro, que registrado Itagiba, trocou seu nome para Leonel, de acordo com suas características pessoais. Inteligente e irônico alcunhou muitos de seus desafetos com expressões, que pela propriedade, tornaram-se eternas.

Outros fazem da sutileza sua marca. Logo procuram uma família rica e importante para se protegerem e levar boa vida, mas assim que se sentem bem e alimentados, pulam a cerca. Mas não perdem a sutileza, característica de toda a vida. Tem-se a impressão de que andam encostados nas paredes, silenciosamente, como verdadeiros gatos angorás. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Eleição para o SINAENCO

Recebemos da Chapa 2 para a eleição da diretoria do Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia Consultiva a solicitação de divulgação do seu prospecto de campanha. A entidade é de grande importância para a valorização da Engenharia e da Arquitetura nacionais, principalmente nesta época em que os problemas de infraestrutura e de mobilidade urbana assumem proporções gigantescas.
O espaço neste blog está disponível para a divulgação das plataformas eleitorais das demais candidaturas.


Sérgio Castejon Garcia é o atual presidente do Sinaenco-DF

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Professor de engenharia é “doutorzeco”?

Fica autorizada a reprodução deste artigo desde que citada a autoria e o endereço deste blog

Eng.Civil Danilo Sili Borges

Na edição de primeiro de maio deste ano, a revista Veja publicou artigo do conhecido economista e professor Claudio de Moura Castro intitulado O muro de arrimo do “doutorzeco”. Resolvi não trazê-lo, de imediato, a este blog, só o fazendo agora, de caso pensado, como segunda dose de uma vacina que provocou coceiras nas instituições de ensino que ministram cursos de engenharia e nos formuladores das políticas para o ensino superior do MEC. A reação contida, mas sentida é natural, afinal desnuda um dos pontos fracos da formação dos engenheiros no Brasil.
Há algum tempo, a questão levantada pelo articulista vem incomodando professores mais antigos de engenharia, doutores ou não, sensíveis para a necessária adequação entre a formação e o exercício profissional dos engenheiros. A engenharia, como as demais formações tecnológicas estão assentes em conhecimentos científicos, quer do domínio das chamadas ciências puras, quer das ciências próprias de especialidades profissionais.
As equipes docentes devem contar com professores em tempo integral e dedicação exclusiva, com relevantes formações em suas áreas científico-profissionais, pois eles é que trabalham nos avanços e nas inovações e isso também é engenharia. São indispensáveis, no entanto, os profissionais que fazem o exercício cotidiano da profissão, aqueles de alto desempenho nos projetos, canteiros de obras e nas plantas industriais. Estes estão faltando nas salas de aula dos cursos de engenharia, e há como que um bloqueio evitando suas contribuições à academia.
O desacerto está em querer estabelecer padrões únicos para avaliar docentes de áreas tão diferentes. O mundo não se reduz a publicação de papers. Afinal, universidade trata da complexidade de todos os diferentes assuntos, da universalidade das coisas. E isso não cabe numa forma.
Mais bom-senso, menos corporativismo, vaidades contidas dão a receita para eliminar as causas da coceira provocada pela publicidade dada à questão.

Acesse o artigo do professor Moura Castro O muro de arrimo do doutorzeco 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eco Brasília, a nova revista

Fica autorizada a publicação desta matéria desde que citada a autoria e o endereço deste blog

Eng. Civil Danilo Sili Borges

Recebi  o primeiro número da revista Eco Brasíla produzida pelo competente jornalista Andrés Gianni.  A publicação, de distribuição gratuita, se propõe tratar a questão da sustentabilidade na sua acepção mais geral, tendo foco no meio ambiente, nos direitos humanos, na inclusão social e na cultura da paz.

A matéria da capa é uma entrevista exclusiva com Fritjof Capra, autor de O Ponto de Mutação, de o Tao da Física entre outros. Destacados intelectuais comparecem com matérias de interesse, dentre os quais Leonardo Boff.
Nesse primeiro número, avaliações dos resultados da Rio+20, passados algumas semanas do seu encerramento, quando a poeira já assentou, são valiosos para a formação de um juízo crítico equilibrado daquele evento e das perspectivas de suas consequências.

No portal www.ecobrasilia.com.br a revista pode ser baixada. Contato com o editor pode ser feito pelo endereço contato@ecobrasilia.com.br , inclusive para solicitar o exemplar em papel, o que vale a pena para se poder apreciar a sua excelente parte gráfica.

Andrés Gianni tem há muito tempo emprestado seu talento aos engenheiros, sendo o editor do jornal Voz do Engenheiro do Sindicato dos Engenheiros do Distrito Federal   e organizador do Prêmio Brasil de Engenharia com o mesmo sindicato.

Ao engenheiro cabe transformar recursos naturais em bens para a segurança e conforto da humanidade, usando os conhecimentos que as ciências disponibilizam. Certamente suas ações têm impactos na natureza e na sociedade. Por isso recomendo fortemente aos colegas a leitura sistemática da Eco Brasília.

sábado, 21 de setembro de 2013

Estradas. Ultrapassar é perigoso também no peso

Fica autorizada a re-publicação desta matéria desde que citada a autoria e o endereço deste blog

Eng. Civil Danilo Sili Borges
Excelente a apresentação feita pela Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem – ABDER sobre a tolerância nas pesagens de veículos de carga e coletivos nas balanças rodoviárias. Cumpre assim a ABDER a principal função dos órgãos de representação da engenharia que é a de subsidiar os governos nas suas decisões relativas às áreas técnicas para que se preserve o interesse público.
A exposição já foi apresentada ao Secretário Executivo do Ministério dos Transportes, Miguel Masela. Instituições de engenheiros e do governo estão agendando encontros para conhecerem em profundidade o tema. Elaborada para analisar as repercussões técnicas da Resolução 430/2012, que aumenta a tolerância nas cargas em até 7,5%, com pretensão de a aumentar para 10%, tanto na segurança das obras de arte (pontes, viadutos) quanto nos custos de recuperação precoce de estruturas e pavimentos, o trabalho acaba por traçar o panorama da rede rodoviária federal, estadual e municipal, com causas e consequências, lastreado em dezenas de pesquisas feitas em universidades brasileiras sobre o assunto.
Constam do documento as recomendações do TCU ao DNIT sobre os procedimentos para a segurança das estradas federais.
A densa apresentação contida em 38 lâminas não pode ser postada integralmente neste blog. Faremos alguns destaques. A ABDER, na pessoa do Engenheiro Júlio Xavier Rangel, Superintendente Executivo, dispõe-se a encaminhar por e-mail a integralidade da apresentação. Solicite pelo endereço abder@abder.org.br

Entre aspas  obtido das lâminas da exposição:
  •          Pela Resolução nº 430 ficou estabelecida margem de tolerância máxima de 7,5% até dezembro de 2013, tempo em que se estudará o assunto,....
  •          Um aumento na tolerância causa uma redução na vida útil dos pavimentos em forma exponencial;
  •         Nos Estados, a destinação de recursos  para as obras de conservação e rejuvenescimento dependem de um Orçamento Estadual  reduzido.
  •         Maior preocupação dos Órgãos Rodoviários Estaduais é com as pequenas pontes e viadutos, projetados e construídos no período de 1940 a 1988 quando a carga máxima de projeto estava fixada em 36 t. 
  •         Lembrem se que no período de 1950 a 1980 foram construídas a maioria de nossas rodovias e Brasília com seus viadutos e passagens de nível
  •         Os Estados tem ficado a míngua de recursos desde que terminou o Fundo Rodoviário Nacional (1988) e recentemente, ao ser reduzida a zero a incidência da CIDE nos combustíveis;



  •        Estamos falando sobre pontes e viadutos em rodovias asfaltadas, sem nos referir a milhares de pontes e pontilhões em madeira e vigas de aço existentes nas rodovias vicinais e municipais por nosso País.    Por essas passam nossa produção agrícola antes de chegarem aos troncos principais que levam aos portos e grandes centros.
  •          Diante da tendência de aumento do volume de tráfego e do incremento do peso total dos veículos circundantes, torna se preocupante a situação para as pontes existentes, principalmente as mais antigas Tese Henriette Baroni –UFRGS


              CONCLUSÔES:

  1.  Necessária uma ampla campanha para que sejam realizadas inspeção nos Estados em todas as Obras de Arte Especial antes de se aumentar a tolerância das cargas transportadas.
  2.  Alocação de recursos federais, estaduais e municipais para os reparos necessários e ampliação da capacidade de carga das pontes e viadutos construídos na vigência das Normas Brasileiras anteriores a 1988.
  3. Controle efetivo das cargas transportadas, com uma atuação da fiscalização 24 horas ao dia, ampliando se ao nível estadual o projeto de balanças em andamento na área federal.
  4. Proibição de emplacamento de veículos com capacidade de carga acima dos valores de carga máxima definida pelas Normas Brasileiras;
  5. Revisão do acordo firmado permitindo a carga no Brasil superior ao definido em nossas Normas;
  6. Retorno aos 5% de tolerância, que cobrem eventuais erros de pesagem nas balanças.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A 70ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia terminou

Fica autorizada a reprodução desta matéria desde que citada a autoria e o endereço deste blog
Eng. Civil Danilo Sili Borges
Avaliar um congresso que reuniu aproximadamente 3600 participantes não é fácil e toda opinião será parcial e dependente dos interesses de quem a emite.
Estive presente em algo como dez desses setenta eventos e me permito dizer que este, organizado pelo Crea-RS, se situa entre os melhores.
A acertada escolha da cidade de Gramado na Serra Gaúcha foi o ponto de partida para o êxito do encontro. O Centro de Convenções Serra Park, onde ocorreram reuniões e palestras, com suas amplas e confortáveis acomodações, completou a base física adequada.
A programação das palestras quase sempre realizadas dentro dos horários previstos abordou temas variados focados no exercício profissional e nas ações que a tecnologia nacional pode emprestar ao desenvolvimento sustentável do país.
Destaco as seguintes palestras – essa opinião é certamente pessoal:
Ética e Moral Sustentáveis, dada pelo Ministro Ayres Britto; Painel composto pelos três últimos presidentes do Confea Henrique Luduvice, Wilson Lang e Marcos Túlio de Melo, que expandindo o tema proposto, avaliaram o Sistema Confea – Crea – Mútua quanto a importância para os caminhos a serem seguidos pela tecnologia nacional; Pré-sal Oportunidades para a Redenção do Brasil pelos engenheiros Raul Bergmann e Fernando Siqueira da Associação dos Engenheiros da Petrobrás que, além de abordarem questões técnicas da extração do óleo em grandes profundidades, alertaram para as pressões internacionais que afetam a soberania nacional na administração da nossas reservas petrolíferas.
Dezenas de outros ótimos temas garantiram que os auditórios do Serra Park estivessem sempre cheios.
A 71ª SOEA terá lugar em Teresina- PI, em agosto de 2014.
A presença nesses eventos permite aos profissionais se reciclarem sobre a importância das nossas profissões para a sociedade brasileira. As empresas devem estar atentas à oportunidade de se emparceirarem com os organizadores e exporem seus serviços e produtos para milhares de profissionais, líderes em seus campos de atuação.
UM RECADO:
“Não há bela sem senão”. Esse velho ditado lusitano, expressa bem um escorregão ocorrido no meio de algo que vai bem.

– Você será certamente um dos organizadores de uma próxima SOEA. Não use, por favor, expressões do tipo “Você sabe quem eu sou?” ou “Sabe com quem está falando?” mormente com pessoas subalternas e humildes. Que feio!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Candidatos a engenheiro perguntam


Temos observado pelos e-mails que recebemos que este blog vai cumprindo uma missão que não estava nas previsões.
Jovens na fase da escolha da profissão procuram informações sobre engenharia e por meio de busca na Internet  nos encontram e nos escrevem para tirar dúvidas sobre características dos cursos e do exercício dessa profissão, que se divide num grande número de especialidades.
Essa atividade não programada, mas muito gratificante, valeu a indicação do blog Conversa de Engenheiro como fonte de informações na seção Guia de Profissão do excelente site InfoEnemhttp://www.infoenem.com.br  de grande utilidade para candidatos a cursos superiores.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Encontro de Engenharia de Produção na FACITEC


Eng. Civil Danilo Sili Borges

O exercício profissional e os pilares do sistema regulatório foi o tema que nos foi destinado para discorrer no Encontro de Engenharia de Produção da FACITEC – Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas, realizado nos dias 29 e 30 de abril, nas instalações da instituição, em Taguatinga.
Palestrantes e temas:
Dr. Maurício Alves Dias, Superintendente Regional do Trabalho. A engenharia de segurança do trabalho na melhoria da qualidade de vida.
Engenheiro Flávio Correia de Souza, Presidente do Crea-DF. O exercício profissional e a empregabilidade na engenharia de produção
Engenheiro Danilo Sili Borges, representante do Senge-DF. O exercício profissional e os pilares do sistema regulatório
Prof. Engenheiro Ruy Camargo Vieira. A habilitação profissional no âmbito da engenharia de produção
Engenheiro Francisco Machado da Silva. O papel das entidades de classe na responsabilidade social do jovem engenheiro.
Engenheiro Liberalino Jacinto de Souza. A segurança e saúde do trabalhador no fortalecimento da economia nacional
No dia 29, as palestras estiveram focadas nas atribuições, no exercício e na legislação relativas à Engenharia de Produção;  No segundo dia, 30/04, as exposições tiveram como enfoque a segurança do trabalhador e a responsabilidade social dos engenheiros.
Alunos e professores do curso de Engenharia de Produção mostraram grande interesse nos assuntos, formulando questões de relevância aos expositores. A bem elaborada programação do Encontro teve participação dos professores Carlos Eduardo Varejão Marinho, Giselle Coelho Netto,Vinicio Duarte   Ferreira entre outros.

domingo, 14 de abril de 2013

Inovação, verdades e mitos

O texto abaixo foi publicado na Revista Voz do Engenheiro, edição de março de 2013, do Sindicato dos Engenheiros do Distrito Federal,

Eng. Danilo Sili Borges


Por que somos tão inovadores no futebol, e tão pouco em outras atividades?
Neymar, por exemplo, é um fenômeno futebolístico, que floresceu devido às condições que lhe foram dadas desde a infância.
O espírito inovador é característica que distingue o homem das outras espécies animais. Fazer melhor e com menos esforço foi o que nos trouxe até aqui, através das eras.
No Brasil, inovação com resultado econômico, é questão interna das empresas. Há, no entanto, incentivos financeiros para implantá-la. A Cartilha de Apoio à Inovação – BNDES mostra como recursos baratos, reembolsáveis em longo prazo e mesmo não reembolsáveis podem ser acessados.
As empresas brasileiras, em geral, não são inovadoras. Entendeu-se que com recursos atrativos elas poderiam alterar suas estratégias de produção e de inserção nos mercados. O banco de desenvolvimento até veiculou propaganda, divulgando os incentivos, mas não foram percebidas inovações significativas na média das nossas empresas.
No futebol, somos criativos e, consequentemente, competitivos. Esse fato compõe a identidade nacional. Há muito deixamos de ter o “complexo de vira-latas” nesse esporte. Sem esforço, lembrarmo-nos de Pelé, Kaká, Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno.
Que fatores estão ausentes em outras atividades que as tornam não inovadoras?
Inovação é feita por pessoas talentosas, preparadas por meio de educação e treinamentos. O aprendizado deve começar em tenra idade e o ensino ser competente e agradável.
Reflita: Com os seus quase 200 milhões de habitantes nenhum brasileiro foi agraciado com o Prêmio Nobel, conferido anualmente. Você se lembra de algum brasileiro que se tenha destacado mundialmente pela sua inventividade, excluindo os atletas?
Existem, sim, compatriotas que se destacam como inovadores em importantes campos do conhecimento humano. Vamos citar dois: Henrique Malvar, engenheiro graduado na UnB, de onde também foi professor, hoje é cientista chefe da Microsoft; outro é Miguel Nicolelis, médico neurologista, premiado professor da Duke University, Duham, USA.
São poucos os que conseguem suplantar as dificuldades não removidas do caminho dos talentos nacionais.
Inovação, como neste texto entendida, é tarefa das empresas que pretendem manter e aumentar seu mercado. As condições para que isso ocorra dependem de políticas de estado, de longo prazo, que perpassam governos. Só estadistas se preocupam com isso.

A mais importante delas é educação, a começar da pré-escolar e por todos os demais níveis. Os brasileiros mais competentes e vocacionados para a docência deveriam estar nas salas de aula, para interagirem com as mentes dos jovens ávidas por saber. Para isso, três condições devem ser cumpridas: 1- o reconhecimento social da docência; 2- remunerações para atrair os melhores e compatíveis com a importância da tarefa; 3- ambientes e equipamentos da melhor qualidade. Estamos falando de preparar o futuro do país. Nenhum objetivo estratégico pode ser melhor que esse. Em duas décadas a nossa realidade econômica, cultural e social estará modificada.
O sistema público de ensino será referência, como já foi. Nele existirão vagas para todos os jovens. Do ensino particular exigir-se-ão as mesmas qualificações.
Frequentemente nos defrontamos com a hipocrisia das estatísticas do ensino superior. Cursos sem qualidade são autorizados a funcionar para que autoridades divulguem que temos um determinado percentual da população na universidade. Mas em qual universidade?
O resultado do último exame nacional da OAB, publicado em janeiro de 2013, esclarece. Nesse exame foram aprovados 16,67%, dos 114763 inscritos, faltando ainda o resultado da prova subjetiva. A nota do sistema educacional, no que se refere ao ensino do Direito, se a escala fosse de dez, seria inferior a 1,7. Reprovado. Será diferente na formação das demais profissões?
Nas ciências puras, a inovação é a ampliação do conhecimento da realidade física ou humana. Nas áreas aplicadas, na tecnológica, por exemplo, é diferente, a inovação está na criação de produtos e processos que preencham necessidades do mercado e tem valor econômico. É objeto de compra, de venda e até de espionagem. Isso compreendido haverá muito espaço para a universidade colaborar eficientemente com a inovação nas empresas.
Para deixarmos de ser, quase exclusivamente exportadores de commodities, dependemos de políticas de governo constantes de um projeto de nação que contemple câmbio, comércio exterior, política industrial, defesa nacional e necessariamente educação e inovação.
Ouve-se sempre que as empresas brasileiras investem pouco em inovação. Além das razões expostas que outros fatores levam a isso?
Empresas inovam para manter e ampliar seus negócios. As que operam no mercado global inovam para competir globalmente e criam mecanismos de inovação internos e isso é caro. As que operam apenas no país, com algum grau de proteção de mercado, podem comprar “inovações” de empresas de outros mercados. As aspas indicam que a última e verdadeira inovação, a galinha dos ovos de ouro, nunca está à venda.
Outro mito é a transferência de tecnologia. O resultado do esforço de inovar não está à venda junto com o produto que ela gerou. Cada empresa que crie competência para desenvolver suas inovações. Fora isso é dependência tecnológica e adeus à soberania.
Inovação, como quase tudo, depende de prática. Estamos ainda no estágio de construirmos a infraestrutura do território. E isso dá boas oportunidades para praticarmos a competência em inovação. Raramente fazemos isso. Dois exemplos: 1- O sistema de TV digital. Oportunidade perdida para criar grupos de pesquisa ao compramos o sistema no exterior; 2- Trem de alta velocidade. Oportunidade que está escoando pelas nossas mãos. Para fazer humor negro, um desastre ferroviário.
Podemos reforçar equipes de pesquisa tecnológica com a contratação de experts estrangeiros. Já fizemos isso com êxito. Citemos dois casos: 1- O da Embraer que nasceu da competência técnica do ITA, que se formou a partir da contratação de engenheiros aeronáuticos americanos, nos anos 50 do século XX – um resumo da história da empresa pode ser lido no livro O Crea-DF no tempo de Brasília; 2- na mesma época a Petrobras, nos seus primeiros anos, contratou o geólogo, Walter Link,  que orientou os passos da empresa e tomou medidas para a formação do seu pessoal técnico.
Inovação se faz com pessoas e ideias. Há muitas justificativas para nossa insuficiência como inovadores, coisas do tipo “temos poucos pesquisadores” ou “nossa indústria ainda não se tocou para a importância da inovação”.  Muitas das medidas tomadas para incentivar a inovação são, como é comum no Brasil, a de tentar resolver os problemas pelas consequências e não pelas causas. 

domingo, 3 de março de 2013

Antártica, um depoimento


O Brasil é tão grande, tão necessitado de ações e atenções, que muitas vezes nos escapam fatos de importância que mostram nossa potencialidade e o valor inexcedível do nosso povo.
A questão da Antártica é um dentre muitos.
O relatório que abaixo publicamos, elaborado pelo meteorologista José de Fátima da Silva, em 1984, para o Inemet, seu órgão de origem, mostra o grau de dedicação e competência do pessoal que inaugurou a Estação Antártica Comandante Ferraz.
30 ANOS DE ESTAÇÃO ANTARTICA
Por:  José de Fátima da Silva

A expedição brasileira ao polo sul em 1983, marcou definitivo a entrada do Brasil na comunidade antártica. Foi uma conjugação de esforços entre a Marinha, Aeronáutica, universidades, órgãos do governo como o Instituto Nacional de Meteorologia-INMET e outros que de forma decisiva levaram a cabo esta missão, finalizando com a instalação da base polar Comandante Ferraz. A bordo do navio polar Barão de Teffé muita expetativas, discussões e palestras em busca de elucidar um pouco mais a missão, formatar com clareza a visão de equipe na construção da base e seus objetivos. Anos depois, acompanhei o crescimento, a expansão da base de 8 para 36 containers. Que maravilha, o nosso trabalho está dando frutos! Tudo para melhor acondicionar os cientistas, pesquisadores e técnicos em busca de melhores resultados em suas pesquisas. Foi com tristeza e espanto que li nos jornais a destruição da base, além de perdas humanas todo o acervo técnico perdido. Não cabe a mim  fazer juízo sobre o fato, pois tenho certeza de os homens que atuavam na base eram homens convictos e sabiam de suas responsabilidades. Sei também das dificuldades de operação, da superação material que acontece quando o ideal se torna uma bandeira capaz dos mais altos sentimentos. Rendo aqui minhas sinceras homenagens a esses que perderam a vida por quererem dar o melhor para a missão. Fico muito honrado em poder compartilhar a saga de um funcionário que acreditou nesta bandeira enviando o relato da missão, ao seu órgão de origem INMET. Desculpem-me pela simplicidade, acredito ser um relato histórico:

ESTAÇÃO ANTARTICA "COMANDANTE FERRAZ"                                                               
19 de Fevereiro de 1984
Prezado Diretor e colegas  do INEMET.
A Base Brasileira na Antártica é uma realidade. Montada por doze homens (seis civis e seis militares.) que, num esforço comum, puderam, em dez dias perfilarem-se diante do Pavilhão Nacional para o ato final de inauguração da Base Brasileira no Continente Antártico, situada a 62º 05'S e 58º 23' 05”W,  localização feita pela Diretoria de Hidrografia e Navegação do Ministério da Marinha, com precisão de quatro metros quadrados.
Apos a cerimônia de inauguração, cada elemento procurou estabelecer as suas funções específicas. Os militares, à frente o Cmt. Edison, como coordenador das atividades da base, o Capitão-Tenente Dr. Mansilla, como Imediato, o Sgt. Ferreira, como Operador de Máquinas, o Sgt. Hygino, como Eletricista, o Sgt. Sinval, como Rádio Operador e o Cabo José Serja, como Cozinheiro.
Entre os civis, os dois alpinistas, Adi e Peter,  incumbiram-se das tarefas de reconhecimento das áreas de segurança. Abrahão e Hadano instalaram os equipamentos de pesquisa de propagação de ondas na baixa ionosfera. O Engenheiro Roy cuidou da manutenção da estação.
No âmbito da Meteorologia, para mim, foi altamente gratificante, o prestígio a consideração e o reconhecimento que me dispensaram, tendo sido inclusive solicitado a proferir uma palestra na Praça D’Armas do navio, com a presença do CMT. Adrião, Cmt. Fernando, Cmt. Edison e demais oficiais do navio.
O nosso colega de expedição, Meteorologista Expedito Ronald Gomes Rebello, explanou sobre a experiência obtida em sinótica quando da travessia do DRAKE, região de grandes perturbações meteorológica e sobre o tempo ocorrido durante a viagem.
A minha exposição, versou sobre o INEMET, estrutura, funcionamento e objetivos, expansão da rede de estações sinóticas, automação do Centro Regional de Telecomunicações de Brasília e os objetivos principais da Meteorologia no Projeto Antártico. O desempenho técnico nos trabalhos meteorológicos foi muito bem visto pelo pessoal do Programa Antártico, o que me deixou muito à vontade para continuar o modesto trabalho de medir e analisar o tempo. Tenho saído frequentemente, na madrugada, para observar ventos de até 120 Km/h, muito comuns nesta região, por isso, me chamam de BRUXO.
Por razões de logística e outras considerações, a Base não foi montada no local pretendido em DORIAN BAY, no paralelo 65º. Onde estamos é uma região sub-antártica, próximo da Base Polonesa Henrique Arctowski, na Baía do Almirantado.
A beleza natural é uma coisa fantástica, só comparada às paisagens de cinema.
Eu não consigo sentir solidão, ao contrário, o silencio me estimula cada vez mais a observar o clima e o comportamento animal e, às vezes, reflito muito sobre a necessidade de conviver com esta natureza tão fria e misteriosa.
Aos colegas peço desculpas por me alongar tanto, minha intenção foi dar um resumo de todo este empreendimento no qual fui participante ativo e dedicado.
Estejam certos de que o INEMET foi bem representado nesta missão.
    Um abraço a todos
         José de Fátima da Silva


Deixo aqui meus cumprimentos a todos que nesses  30 anos participaram montando, pesquisando, ajustando as condições materiais da base, para melhor desempenho da MISSÃO ANTÁRTICA.

Que estes pioneiros, em tão nobre missão,
não sejam esquecidos!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Engenheiros são preocupados com o social. Ronaldo Carneiro é exemplo


Autoriza-se a reprodução deste texto desde que citada a autoria e o endereço deste blog

Eng. Danilo Sili Borges


Com frequência os engenheiros são citados como pragmáticos em demasia, buscando as soluções das questões que lhes cabem resolverem de modo direto, sem a análise profunda de implicações colaterais. 
O estereótipo é mundial e parece ser uma reação ao mundo sofisticado que a tecnologia – campo de trabalho dos engenheiros – criou, mudando a face do mundo, levando conforto às pessoas. O que é bom é logo absorvido passando a fazer parte do cotidiano de todos, que logo esquecem os benefícios. Como diz a sabedoria dos nossos avós portugueses, “não há bela sem senão”. Acompanhando os avanços tecnológicos, vieram problemas de muitas ordens, como os ambientais, os de esgotamento de recursos naturais e até os sociais, como o aumento das desigualdades entre pobres e ricos, entre países e mesmo dentro dos países mais ricos do planeta, sendo que este é menos da engenharia e muito mais da condução política dos países e do mundo.
Os engenheiros como cidadãos do mundo têm as mesmas preocupações sociais que todos. A notável simbiose entre engenharia e economia – há quem diga que engenharia é economia aplicada – faz com que inúmeros engenheiros se dediquem ao conhecimento das ciências econômicas. É o caso do engenheiro Ronaldo Carneiro, que tem uma longa história como estudioso da economia e como propositor de interessantes medidas econômicas que visam tornar o sistema capitalista menos agressivo e insensível.
Os fundamentos da proposta do Eng. Carneiro podem ser resumidos no seguinte: O sistema produtivo global traria para si a responsabilidade da educação, da nutrição e da saúde da população infantil. Aos governos caberia zerar ou reduzir muito as taxações nesses segmentos. Isso seria uma forma de igualar as oportunidades iniciais das pessoas.
Leia um trecho de um trabalho do Eng. Carneiro:
Fica claro que, com as atuais regras de convívio humano, o governo precisa intervir cada vez mais, porem as reais necessidades da intervenção do governo na economia é a constatação que 3 setores: agricultura, saúde e educação não andam sozinhos – governo precisa bombear recursos para estes 3 setores – bombeamento de baixa eficiência porem necessário. Enganam-se aqueles que preconizam a redução da intervenção do governo na economia com as atuais regras – aumentaria muito a distancia entre pobres e ricos e inviabiliza o convívio humano. Porem através de novo pacto social onde nutrição, saúde e educação passam a ser reponsabilidades do processo produtivo privado e o governo, reduzindo a tributação correspondente, irá reduzir sua interferência na economia.  Ao invés de transferir recursos do rico para o pobre, igualam-se as oportunidades de nutrição, saúde e educação. Não falamos de filantropia, mas num novo conceito de trabalho humano como processo de transformação de energia humana em energia física ou intelectual. Trata-se de substituir a cambiante lógica de ideias – ideologia – pela invariável lógica da vida – biologia. Certamente o empresário não ira agir por filantropia, é o pleno emprego produtivo que será o fiador deste Acordo de vontades – a dinâmica da economia ira conduzir ao pleno emprego onde a supervisão governamental não será mais necessária. O poeta e polemista inglês do século 17 John Milton identificou que a razão humana consegue distinguir as boas das más ideias, tal como Adam Smith dizia que todos temos um tribunal de júri em nosso peito – sabemos distinguir o certo do errado. Desta forma consegue-se humanizar o mercado ou responder ao poeta mexicano, Nobel de literatura de 1990, Octavio Paz: “mercado não tem consciência nem misericórdia”. Ou ainda aplacar a ansiedade de Joan Robinson – mercado passa a fazer o necessário e o rentável com liberdade total de produzir e consumir.
Esta proposta precisa ser discutida à exaustão por todos aqueles que detêm responsabilidades e acreditam que temos a obrigação de entregar um mundo melhor para nossos filhos, netos e próximas gerações. A fome não pode esperar e as crianças que nascem hoje têm o direito natural de serem alimentadas, e terem acesso aos sistemas de saúde e educação. Antes que seja tarde demais é preciso humanizar o mercado  para merecer o amanhã.
O artigo completo pode ser acessado pelo link

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Elementos da Hidráulica – novo livro

A Editora Universidade de Brasília marca mais um gol no mercado editorial de obras para engenharia ao publicar Elementos de Hidráulica de autoria do Professor Luiz Mário Marques Couto.
O autor tem ministrado a disciplina de Hidráulica e outras que lhe são correlatas há mais de 40 anos no curso de Engenharia Civil da UnB. A obra citada é o resultado dessa experiência e de trabalhos profissionais na área.
 A obra é completa, detalhada e clara na exposição dos assuntos, e como declara o autor foi sendo passo a passo testada pelos seus alunos que sugeriam temas e abordagens. A honestidade e a humildade são características reconhecidas do professor Luiz Mário, que dedica o livro aos seus alunos “pois eles são o instrumento e o objeto desta ação”.
 Elementos da Hidráulica com suas quase 600 páginas tem a qualidade gráfica das publicações da Editora Universidade de Brasília. Com seus muitos exercícios propostos e resolvidos ele é para os estudantes da disciplina um livro texto, para os profissionais da área um manual e para os engenheiros de todas as especialidades uma obra de referência que não pode faltar na estante que todos os engenheiros mantêm em seus escritórios.
 Nesta época de profundas preocupações ambientais, a água é o bem mais precioso. Ao engenheiro cabe captá-la em suas fontes naturais, transportá-la e armazená-la, além de utilizar a força do seu fluxo na geração de energia de modo a não haver desperdícios e contaminações.
O Blog Conversa de Engenheiro indica essa obra à consideração dos professores de Hidráulica de todos os países lusófonos para compor a bibliografia indicada aos seus alunos.