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sábado, 21 de setembro de 2013

Estradas. Ultrapassar é perigoso também no peso

Fica autorizada a re-publicação desta matéria desde que citada a autoria e o endereço deste blog

Eng. Civil Danilo Sili Borges
Excelente a apresentação feita pela Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem – ABDER sobre a tolerância nas pesagens de veículos de carga e coletivos nas balanças rodoviárias. Cumpre assim a ABDER a principal função dos órgãos de representação da engenharia que é a de subsidiar os governos nas suas decisões relativas às áreas técnicas para que se preserve o interesse público.
A exposição já foi apresentada ao Secretário Executivo do Ministério dos Transportes, Miguel Masela. Instituições de engenheiros e do governo estão agendando encontros para conhecerem em profundidade o tema. Elaborada para analisar as repercussões técnicas da Resolução 430/2012, que aumenta a tolerância nas cargas em até 7,5%, com pretensão de a aumentar para 10%, tanto na segurança das obras de arte (pontes, viadutos) quanto nos custos de recuperação precoce de estruturas e pavimentos, o trabalho acaba por traçar o panorama da rede rodoviária federal, estadual e municipal, com causas e consequências, lastreado em dezenas de pesquisas feitas em universidades brasileiras sobre o assunto.
Constam do documento as recomendações do TCU ao DNIT sobre os procedimentos para a segurança das estradas federais.
A densa apresentação contida em 38 lâminas não pode ser postada integralmente neste blog. Faremos alguns destaques. A ABDER, na pessoa do Engenheiro Júlio Xavier Rangel, Superintendente Executivo, dispõe-se a encaminhar por e-mail a integralidade da apresentação. Solicite pelo endereço abder@abder.org.br

Entre aspas  obtido das lâminas da exposição:
  •          Pela Resolução nº 430 ficou estabelecida margem de tolerância máxima de 7,5% até dezembro de 2013, tempo em que se estudará o assunto,....
  •          Um aumento na tolerância causa uma redução na vida útil dos pavimentos em forma exponencial;
  •         Nos Estados, a destinação de recursos  para as obras de conservação e rejuvenescimento dependem de um Orçamento Estadual  reduzido.
  •         Maior preocupação dos Órgãos Rodoviários Estaduais é com as pequenas pontes e viadutos, projetados e construídos no período de 1940 a 1988 quando a carga máxima de projeto estava fixada em 36 t. 
  •         Lembrem se que no período de 1950 a 1980 foram construídas a maioria de nossas rodovias e Brasília com seus viadutos e passagens de nível
  •         Os Estados tem ficado a míngua de recursos desde que terminou o Fundo Rodoviário Nacional (1988) e recentemente, ao ser reduzida a zero a incidência da CIDE nos combustíveis;



  •        Estamos falando sobre pontes e viadutos em rodovias asfaltadas, sem nos referir a milhares de pontes e pontilhões em madeira e vigas de aço existentes nas rodovias vicinais e municipais por nosso País.    Por essas passam nossa produção agrícola antes de chegarem aos troncos principais que levam aos portos e grandes centros.
  •          Diante da tendência de aumento do volume de tráfego e do incremento do peso total dos veículos circundantes, torna se preocupante a situação para as pontes existentes, principalmente as mais antigas Tese Henriette Baroni –UFRGS


              CONCLUSÔES:

  1.  Necessária uma ampla campanha para que sejam realizadas inspeção nos Estados em todas as Obras de Arte Especial antes de se aumentar a tolerância das cargas transportadas.
  2.  Alocação de recursos federais, estaduais e municipais para os reparos necessários e ampliação da capacidade de carga das pontes e viadutos construídos na vigência das Normas Brasileiras anteriores a 1988.
  3. Controle efetivo das cargas transportadas, com uma atuação da fiscalização 24 horas ao dia, ampliando se ao nível estadual o projeto de balanças em andamento na área federal.
  4. Proibição de emplacamento de veículos com capacidade de carga acima dos valores de carga máxima definida pelas Normas Brasileiras;
  5. Revisão do acordo firmado permitindo a carga no Brasil superior ao definido em nossas Normas;
  6. Retorno aos 5% de tolerância, que cobrem eventuais erros de pesagem nas balanças.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A 70ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia terminou

Fica autorizada a reprodução desta matéria desde que citada a autoria e o endereço deste blog
Eng. Civil Danilo Sili Borges
Avaliar um congresso que reuniu aproximadamente 3600 participantes não é fácil e toda opinião será parcial e dependente dos interesses de quem a emite.
Estive presente em algo como dez desses setenta eventos e me permito dizer que este, organizado pelo Crea-RS, se situa entre os melhores.
A acertada escolha da cidade de Gramado na Serra Gaúcha foi o ponto de partida para o êxito do encontro. O Centro de Convenções Serra Park, onde ocorreram reuniões e palestras, com suas amplas e confortáveis acomodações, completou a base física adequada.
A programação das palestras quase sempre realizadas dentro dos horários previstos abordou temas variados focados no exercício profissional e nas ações que a tecnologia nacional pode emprestar ao desenvolvimento sustentável do país.
Destaco as seguintes palestras – essa opinião é certamente pessoal:
Ética e Moral Sustentáveis, dada pelo Ministro Ayres Britto; Painel composto pelos três últimos presidentes do Confea Henrique Luduvice, Wilson Lang e Marcos Túlio de Melo, que expandindo o tema proposto, avaliaram o Sistema Confea – Crea – Mútua quanto a importância para os caminhos a serem seguidos pela tecnologia nacional; Pré-sal Oportunidades para a Redenção do Brasil pelos engenheiros Raul Bergmann e Fernando Siqueira da Associação dos Engenheiros da Petrobrás que, além de abordarem questões técnicas da extração do óleo em grandes profundidades, alertaram para as pressões internacionais que afetam a soberania nacional na administração da nossas reservas petrolíferas.
Dezenas de outros ótimos temas garantiram que os auditórios do Serra Park estivessem sempre cheios.
A 71ª SOEA terá lugar em Teresina- PI, em agosto de 2014.
A presença nesses eventos permite aos profissionais se reciclarem sobre a importância das nossas profissões para a sociedade brasileira. As empresas devem estar atentas à oportunidade de se emparceirarem com os organizadores e exporem seus serviços e produtos para milhares de profissionais, líderes em seus campos de atuação.
UM RECADO:
“Não há bela sem senão”. Esse velho ditado lusitano, expressa bem um escorregão ocorrido no meio de algo que vai bem.

– Você será certamente um dos organizadores de uma próxima SOEA. Não use, por favor, expressões do tipo “Você sabe quem eu sou?” ou “Sabe com quem está falando?” mormente com pessoas subalternas e humildes. Que feio!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Candidatos a engenheiro perguntam


Temos observado pelos e-mails que recebemos que este blog vai cumprindo uma missão que não estava nas previsões.
Jovens na fase da escolha da profissão procuram informações sobre engenharia e por meio de busca na Internet  nos encontram e nos escrevem para tirar dúvidas sobre características dos cursos e do exercício dessa profissão, que se divide num grande número de especialidades.
Essa atividade não programada, mas muito gratificante, valeu a indicação do blog Conversa de Engenheiro como fonte de informações na seção Guia de Profissão do excelente site InfoEnemhttp://www.infoenem.com.br  de grande utilidade para candidatos a cursos superiores.