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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Professor de engenharia é “doutorzeco”?

Fica autorizada a reprodução deste artigo desde que citada a autoria e o endereço deste blog

Eng.Civil Danilo Sili Borges

Na edição de primeiro de maio deste ano, a revista Veja publicou artigo do conhecido economista e professor Claudio de Moura Castro intitulado O muro de arrimo do “doutorzeco”. Resolvi não trazê-lo, de imediato, a este blog, só o fazendo agora, de caso pensado, como segunda dose de uma vacina que provocou coceiras nas instituições de ensino que ministram cursos de engenharia e nos formuladores das políticas para o ensino superior do MEC. A reação contida, mas sentida é natural, afinal desnuda um dos pontos fracos da formação dos engenheiros no Brasil.
Há algum tempo, a questão levantada pelo articulista vem incomodando professores mais antigos de engenharia, doutores ou não, sensíveis para a necessária adequação entre a formação e o exercício profissional dos engenheiros. A engenharia, como as demais formações tecnológicas estão assentes em conhecimentos científicos, quer do domínio das chamadas ciências puras, quer das ciências próprias de especialidades profissionais.
As equipes docentes devem contar com professores em tempo integral e dedicação exclusiva, com relevantes formações em suas áreas científico-profissionais, pois eles é que trabalham nos avanços e nas inovações e isso também é engenharia. São indispensáveis, no entanto, os profissionais que fazem o exercício cotidiano da profissão, aqueles de alto desempenho nos projetos, canteiros de obras e nas plantas industriais. Estes estão faltando nas salas de aula dos cursos de engenharia, e há como que um bloqueio evitando suas contribuições à academia.
O desacerto está em querer estabelecer padrões únicos para avaliar docentes de áreas tão diferentes. O mundo não se reduz a publicação de papers. Afinal, universidade trata da complexidade de todos os diferentes assuntos, da universalidade das coisas. E isso não cabe numa forma.
Mais bom-senso, menos corporativismo, vaidades contidas dão a receita para eliminar as causas da coceira provocada pela publicidade dada à questão.

Acesse o artigo do professor Moura Castro O muro de arrimo do doutorzeco 

3 comentários:

  1. Concordo plenamente, somente não sei como atuar no sentido de tentar mudar essa realidade...

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  2. Liberalino Jacinto de Souza31 de outubro de 2013 23:47

    Muito bem visto professor. As Universidades estão muito mais interessadas em sua avaliação na publicação do que na pesquisa tecnológica. É uma vergonha quando colocamos alunos dos cursos de engenharia em estágios nas empresas, não sabem nada de nada.
    E quando vemos, alguns professores, sendo entrevistados ou dando opiniões em assuntos técnicos até parece que estão assinando um atestado de incompetência.
    Veja-se o número de patentes registradas no Brasil e veja que estão registrando, raríssimas são de universidades, aliás raríssimas são as patentes registradas.

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  3. Liberalino Jacinto de Souza31 de outubro de 2013 23:50

    Muito bem professor. A mudança desta realidade somente quando tivermos políticas de estado voltadas ao desenvolvimento com planejamento e metas bem definidas, como as políticas adotada pela Coreia.

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