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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sinaenco de olho no futuro. O DF daqui a 25 anos

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Engenheiro Danilo Sili Borges

O Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco),  por sua regional do Distrito Federal, organizou no dia 20 de novembro oportuno evento denominado De Olho no Futuro: como estará Brasília daqui a 25 anos?
A excelente sede do Clube de Engenharia de Brasília às margens do Lago Paranoá recebeu autoridades do governo local, empresários, consultores, profissionais e acadêmicos para assistirem painéis sobre o futuro da capital. Esteve presente o Presidente do Sinaenco nacional, João Alberto Viol.
O presidente da regional local do Sinaenco, Sérgio Castejon Garcia, na abertura tomou para si o estabelecimento das diretrizes do encontro, discorrendo sobre o passado, o presente e o projeto para o futuro de Brasília.
Em seguida, a arquiteta Evelise Longhi, Diretora-Pesidente do Metrô/DF, discorreu sobre o planejamento da mobilidade urbana para os próximos 25 anos.
A mesa seguinte tratou da mobilidade e da infraestrutura urbana, que foi moderada pelo Consultor Antônio Augusto Rebello e teve como debatedores os engenheiros David de Matos, Secretário de Obras do GDF, Paulo Victor Rada de Rezende, Secretário Adjunto de Transportes do GDF, e o professor da UnB, Paulo César Marques.
Tendo como moderador o vice-presidente do Sinaenco DF, Fábio Araújo Nodari, o uso e ocupação do solo foi discutido pelo Diretor da Terracap Jorge Francisconi e pelo consultor Antônio Rebello.

O bem organizado evento deixou para este comentarista as seguintes observações:
·         Válida a proposta do encontro, que contou com o empenho e com a competência dos painelistas.
·         As questões da mobilidade urbana estão longe de serem equacionadas na nossa cidade. O crescimento do número de veículos, os cada vez maiores engarrafamentos,  a falta de estacionamentos, o péssimo transporte público que infelicitam o cotidiano do brasiliense e que o tornam preocupado com o futuro da cidade, também são compartilhados pelas autoridades e técnicos presentes. Mas não se pôde observar nenhuma proposta significativa e concreta para ser implantada no horizonte de tempo proposto.
·         Como preservar Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade sem engessá-la? Essa foi uma interessante questão levantada, mas que não foi objeto de aprofundamento, apesar da sua relação com a questão da mobilidade.
·         Ocupação e uso do solo foi tema focado nas questões conceituais, muito mais que nas do cotidiano, como maior facilidade, através de normas claras, para regularização e parcelamento das terras particulares, evitando-se a ocupação desordenada e não autorizada, como hoje se observa no DF.
·         Como o horizonte de 25 anos encontra-se dentro do contrato, bastante contestado, firmado pelo GDF (Terracap) com a empresa asiática Jurong Consultants, que supomos esteja fazendo estudos para o desenvolvimento do Distrito Federal para os próximos 50 anos, esperava-se que as linhas gerais desse projeto fossem apresentadas pelas autoridades governamentais. Somente ao final do último painel, de passagem, foi feita referência, pela arquiteta Evelise, ao trabalho da empresa asiática.
·         A comunidade técnica brasiliense deve dar maior atenção a encontros dessa natureza, tanto para se atualizar nas posições oficiais sobre diversos temas de interesse comum, quanto para se fazer ouvir sobre eles.

Presidente Sergio Castejon, valeu. Repita a dose. 

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